Base Bíblica:
As mulheres podem servir como anciãs (pastoras) na igreja? Ensinasse que as mulheres não deveriam servir como pastoras (função à qual o Novo Testamento faz referências usando as palavras bispos ou anciãos/presbíteros). Fica claro no Novo Testamento que os termos Pastor, Bispo e Ancião/Presbítero referem-se à mesma função (cf. At 20.17, 28; Tt 1.5, 7; 1 Pe 5.1-2) e, no restante deste texto, usarei os termos “Ancião” e “Pastor” alternadamente para designar essa função.
Sabemos que a passagem de 1ª Coríntios 14 não é base sólida para proibir a ordenação de mulheres, pois, o texto e o contexto deste capítulo não fala do silêncio total das mulheres, mas, sim, da ordem no culto, as irmãs de Corinto estavam sendo um grande problema na igreja com as suas indevidas interrogações. Vale ressaltar que, no original grego do versículo 34 em "As vossas mulheres estejam CALADAS", a palavra grega para "caladas", na verdade, se refere a quietude, o mais próximo do original seria traduzir "As vossas mulheres estejam QUIETAS". No mesmo original do versículo 34, não está escrito "não lhes é permitido FALAR", como está erroneamente traduzido para o nosso idioma; mas, sim, está escrito "não lhes é permitido ESTAR FALANDO", o que já mostra um sentido diferente, aquilo que o Apóstolo Paulo, de fato, queria dizer. As mulheres deste capítulo 14, são as mesmas que deveriam profetizar no culto com um "véu" na cabeça no capítulo 11. Acaso se profetiza no culto calado? Obviamente, que não.
O texto fundamental usado para ensinar que as mulheres não deveriam servir como anciãs é 1ª Timóteo 2.11-15. Lemos no verso 12: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem” (NVI). Nesta passagem, Paulo proíbe que as mulheres da igreja de Éfeso realizem duas atividades que caracterizam o ministério dos anciãos: ensino e "exercício de autoridade". Dentre outras partes, vemos isso nos trechos referentes às qualificações para a função: Os anciãos devem ter habilidade para ensinar (1 Tm 3.2; 5.17; Tt 1.9; cf. At 20.17-34) e para liderar a igreja (1 Tm 3.4-5; 5.17). Aqui, as crentes efésias são proibidas de compartilhar ensino aos homens e de exercer "autoridade" sobre eles. Então, por isso, ensinasse que todas as mulheres - de forma universal e atemporal - não devem servir como anciãs; o que muito provavelmente deve ter acontecido com as de Éfeso de acordo com o contexto das cartas de 1ª e 2ª Timóteo e Efésios.
Alguns líderes, considerando apenas este texto bíblico e desconsiderando os demais textos sobre o assunto, - principalmente os textos em que mulheres estão compartilhando ensino com homens também - proíbem não apenas a ordenação ou separação de mulheres a qualquer ofício ministerial, mas, também de exercerem qualquer atividade na igreja que envolva compartilhar ensino e pregação, alegando que "a mulher não pode ensinar e exercer autoridade".
Se 1ª Timóteo 2:12 é um mandato universal e atemporal, então deveríamos esperar que em todo o Novo Testamento a nenhuma mulher se tenha permitido ensinar, independente da circunstância. No entanto, quando comparamos texto com texto, percebemos que não foi bem assim. Exemplos:
- As Anciãs de Creta Paulo lhes chama de "mestras’’ (Tito 2:3);
- Também Priscila, a quem Paulo considerava como uma “colaboradora em Cristo” (Rom. 16:3), juntamente com o seu esposo Áquila, ENSINOU o evangelho com mais exatidão a um HOMEM, o Apolo, e este já era grande conhecedor e ensinador das Escrituras (Atos 18:26);
- Para a igreja de Colossos, Paulo ordenou: “ENSINEM e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria” (Col. 3:16), sem fazer distinção de gênero;
- Na igreja de Corinto, Paulo nos relata como era a participação daqueles irmãos e irmãs no culto: "Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem SALMO, tem DOUTRINA..." (1 Coríntios 14:26), e isto sem fazer distinção de gênero;
- Sobre a falsa profetisa Jezabel, que foi repreendida e chamada ao arrependimento pelo próprio Senhor Jesus na carta à igreja de Tiatira, o motivo da sua repreensão não foi por ser mulher e ensinar na igreja, mas, sim, pelo assunto que ensinava e praticava (Apc. 2:20-21);
- A todos os hebreus, Paulo os repreendeu dizendo “a esta altura já deveriam ser mestres” (Heb. 5:12), também sem fazer distinção de gênero.
Se 1ª Timóteo 2:12 é um mandato universal e atemporal, o que significam essas passagens citadas acima?
Se 1ª Timóteo 2:12 é um mandato universal e atemporal pelo fato de que o Apóstolo Paulo se referiu a ordem da criação para tratar do assunto (1ª Tm. 2:13-14), por que então o costume primitivo do uso da coberta na cabeça para as mulheres (alguns creem que era um véu) também não é tratado de forma universal e atemporal? Afinal de contas, o argumento do apóstolo para defender o uso da coberta também foi a ordem da criação (1ª Coríntios 11:3).
Todavia, na igreja de Éfeso tinham muitos falsos-mestres (1ª Tm. 1:3-7), muitas mulheres estavam sendo enganadas e sendo instrumento de engano (1ª Tm. 5:11-15) e insubmissas e usurpadoras da autoridade alheia (1ª Tm. 2:12), portanto, o argumento da ordem da criação foi utilizado como base sólida para desencorajar aquelas mulheres negativamente influenciadas de se envolverem no ensino da igreja e de tentarem usurpar uma autoridade que não lhes pertencia (1ª Tm. 2:14-15), ou seja, havia um pano de fundo por trás do que lemos e entendemos de imediato sem considerar os demais textos sobre o assunto.
Sobre "exercer autoridade", é importante lembrar que a palavra grega para "autoridade" neste verso não é sobre uma autoridade comum atribuída a uma pessoa; a palavra é "authentein", é apenas um verbo (infinitivo, voz ativa e tempo presente), e traz um significado muito mais forte: “usurpar autoridade, instigar ou perpetuar um crime, exercer ativamente influência” (segundo o Dicionário Strong e Andrew C. Perriman, p. 134).
O problema é que esta palavra não aparece em nenhum outro lugar na Bíblia, mesmo na tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta. Isso dificulta ainda mais a tradução. O recurso é investigar os diversos sentidos que o termo assume nos textos clássicos gregos. No Liddell Scott Greek Lexicon, um dos mais respeitados, a palavra "authenteo" traz o significado de “ter pleno poder ou autoridade sobre” ou “cometer assassinato”. No apêndice de Köstenberger, o termo significa “assassino”, “suicídio”, “membro de uma família de homicidas”, “perpetrador”, “autor”, “executor”. Catherine Kroeger (p. 225-243) chegou a defender que o termo "authenteo" estava associado a um tipo de emasculação, ou castração cultual, que ocorria em alguns ritos ascéticos realizados na Ásia Menor. Assim, 67% das vezes em que o termo aparece na literatura clássica, ele traz um significado muito mais sombrio e macabro do que apenas “exercer autoridade” (CHOUNG, p. 3).
É muito importante considerar isto, pois, além de não traduzirem esta palavra com mais clareza para que tenhamos um entendimento correto sobre o verso citado, era esse "domínio usurpador" que estava acontecendo e que o apóstolo queria combater. O versículo não está se referindo a uma autoridade qualquer impedida à mulher, mas a um poder ilegítimo, roubado e usurpado. Paulo está defendendo que a mulher não usurpe o cargo de um homem, não tome sua posição, não o destitua do poder e não conspire contra sua autoridade. E isto não significa dizer que ela não tenha um cargo, uma posição, um poder ou autoridade, mas, sim, que ela não deveria usurpar o que era do homem!
MAS, AFINAL, ONDE HÁ BASE BÍBLICA PARA A ORDENAÇÃO DE MULHERES?
Todavia, em outra igreja, contexto e período de tempo, Paulo fala de ANCIÃS e delega a elas a sua atividade ministerial na igreja. Isto ocorreu na igreja primitiva da ilha de Creta e está descrito em Tito capítulo 2.
Você já leu? Será que eram apenas anciãs-idosas ou anciãs-presbíteras? Vejamos, pois, a diferença das nossas traduções das Escrituras para o que o texto no manuscrito original em grego realmente quer nos dizer:
Tradução comum:
"As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.
Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada." - Tito 2:3-5
Presbítidas (Anciãs) é o feminino bíblico para Presbíteros (Anciãos), o mesmo que Presbíteras, e foram assim chamadas pelo Apóstolo Paulo em Tito 2:2 no transliterado ou Titos 2:3 no original grego:
Πρεσβύτιδας (Presbytidas) ὡσαύτως (hōsaut) ἱεροπρεπεῖς (hieroprepeis) ἐν (e) καταστήματι (katastēmati) μὴ (mē) διαβόλους (diabolous) μηδὲ (mēde) δεδουλωμένας (dedoulōmenas) πολλῷ (pollō) οἴνῳ (oinō) καλοδιδασκάλους (kalodidaskalous)
Neste verso de Tito 2:3, os tradutores dos manuscritos sagrados colocaram "mulheres idosas", mas, no original, é "presbutidas" = presbítidas/anciãs. Eram apenas "mulheres idosas" ou anciãs-presbíteras? Vejamos:
Elas deveriam ser "sérias" ou "reverentes" em "seu viver" (que no original está "katastema" = conduta, procedimento, comportamento).
Porém, essas duas palavras - "sérias e "reverentes" - não são a tradução correta, não expressam a verdade bíblica do texto e do seu contexto. Na verdade, o manuscrito grego original diz que elas devem ser "hieroprepeis". Esta palavra é a junção de "hieros", que é a forma adjetiva de "hiereus", que significa "sacerdote, ministro", e do verbo "prepo" que significa "ser próprio de".
Os reais significados de "hieroprepeis" são:
"Próprio aos sacerdotes",
"Apropriadas ao sacro",
"Apropriadas ao serviço sagrado",
"Como sacerdotisas",
"Idôneas para uma vida religiosa, com a dedicação e consagração de sacerdotisas",
"Oficiar como sacerdotisas"
e outros significados do mesmo gênero e sentido.
Hieroprepeis é a palavra grega usada para descrever a conduta de um sacerdote, um líder espiritual.
Esta versão dos tradutores de "hieroprepeis" está muito distante do sentido básico desta palavra, colocam "sérias" ou "reverentes" - ou outra expressão - como uma alternativa que evite demonstrar o que o texto está realmente querendo dizer: a existência de Presbíteras no Novo Testamento que foram responsáveis pelo ensino e acompanhamento discipulador de outras mulheres em Creta; o que também podemos as identificar hoje como "pastoras de mulheres".
No mesmo verso, elas são chamadas de "Mestras", que, no original, é "didáskalos". "Didáskalos" é "mestres" em grego referente ao ministério de Mestres mesmo, como também diz no original de Efésios 4:11, 1a Coríntios 12:28, Romanos 12:7 e outros textos que falam de dons e funções ministeriais, ou seja, o texto está falando de mulheres líderes! Ser Mestre é ensinar com autoridade; o Ministério de Mestre não é qualquer coisa na igreja:
"Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos o dom de realizar milagres?" - 1 Coríntios 12:28-29
As mulheres em Éfeso não podiam "ensinar e exercer 'autoridade' sobre os homens". Já em Creta, as Anciãs deveriam exercer ensino e autoridade ministerial sobre outras mulheres, eram as pastoras diretas das mesmas, assim podemos afirmar.
Quando se analisa uma passagem bíblica de modo aprofundado, ou seja, se faz a exegese dessa passagem, inicia-se por estudar suas origens nos manuscritos mais antigos, bem como verificar qual é sua redação original e o seu contexto. A tradução feita deste verso tem transmitido uma mensagem errônea na igreja há muito tempo, portanto, merece uma análise aprofundada, exegética. Assim, traduzirei o verso de Tito 2:3 de forma mais literal, a partir do próprio texto grego. Dessa forma, temos a seguinte tradução:
"A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.
É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher, e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão.
Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto.
É preciso, porém, que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela. [...]
Os presbíteros sejam sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança.
As presbítidas, semelhantemente, tenham conduta apropriada a sacerdotisas , não sejam caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres jovens a amarem aos seus maridos e filhos, a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Da mesma maneira, encoraje os jovens a serem prudentes.
Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se lhe opõem fiquem envergonhados por não terem nada de mal para dizer a nosso respeito."
- Tito 1:5-9 e 2:2-7
Poderíamos traduzir também: "As presbíteras, semelhantemente, em conduta apropriada a sacerdotisas..."
Apenas ao traduzir o verso mais literalmente (mais aproximadamente ao original), já se percebe outra nuance contextual. Antes, entendíamos da forma que querem nos induzir a entender: que são apenas orientações para as faixas etárias (idosos e idosas, moços e moças), como é em 1ª Timóteo 5:1-2. Porém, as palavras "hieroprepeis" e "didáskalos" fazem toda a diferença na verdadeira compreensão deste verso. Não podem ser desprezadas juntamente com os seus reais significados e aquilo que eles trazem só por que se referem a mulheres, pois, se fosse a homens, com certeza seriam aplicadas e traduzidas corretamente.
Percebemos que o Apóstolo Paulo não está dizendo que as "idosas" devem ser "sérias" e "intervir no casamento alheio das jovens", mas, sim, exorta que as Presbítidas tenham uma conduta adequada de sacerdotisas e exerçam o ministério de mestras, ensinando as moças casadas, para que a palavra de Deus não seja difamada pelo mau exemplo delas. Afinal, toda a população de Creta era conhecida por ter um proceder de vida bastante imoral (Tito 1:12-13) e, de acordo com os historiadores, as cretenses casavam-se muito cedo, com mais ou menos 16 anos, e todo esse contexto era um risco para o bom testemunho do Evangelho naquela ilha.
Quando Paulo, Pedro ou outro escritor do Novo Testamento queria ensinar às mulheres casadas das igrejas, eles mesmos faziam isso em suas cartas.
Em Creta, houve a necessidade de estabelecer mulher liderando mulher, não "mulheres idosas", mas, presbíteras-mestras que deveriam liderar e ensinar as moças casadas da igreja, enquanto a liderança masculina (Tito) deveria ensinar os moços da mesma maneira, de acordo com a continuação do texto e o seu contexto.
Historicamente falando, houve Presbítidas até o Concílio de Laodiceia ocorrido em 364 d.C., quando ali foi proibida a ordenação das mesmas; um dos argumentos que usaram contra elas era de que "presbítida" não era a mesma coisa que "presbítera" (ou seja, mulher sacerdote), era um título inferior. Todavia, os documentos históricos referem-se à "presbíteras" e "presbítidas" como sendo o mesmo grupo de mulheres, e, acima disto, graças a Deus que a Sagrada Escritura nos diz a verdade ao chamá-las de "hieroprepeis". Se não fossem a mesma coisa, por quê proibiram a ordenação delas no Concílio? É o mesmo que dizer que "bispo" e "presbítero" não são a mesma coisa no Novo Testamento!
Na época, também eram chamadas de presidentas:
Cânon 11: "Presbítidas, como são chamadas, ou presidentas, não devem ser consagradas na igreja.”
Ou seja, era algo que elas já vinham exercendo, os documentos sobre a história da Igreja comprovam a existência de mulheres cristãs em diversas funções ministeriais, além dos textos bíblicos, que são os principais e essenciais. Porém, sendo o foco deste artigo o ministério das anciãs, o mesmo é também comprovado tanto nas Escrituras Sagradas quanto nos documentos históricos.
Para concluir, não negamos que houve orientações, repreensões e limitações estabelecidas pelo Apóstolo Paulo para algumas crentes de Corinto e Éfeso devido a desordem que havia nos cultos e a insubmissão a autoridade masculina por parte delas.
Não negamos que, quando o Apóstolo Paulo diz que o ancião (presbítero) deve ser "marido de uma só mulher", ele está pensando em homens candidatos ao presbiterato.
Todavia, também não negamos que o mesmo Apóstolo Paulo falou da existência das Anciãs de Creta, que deveriam ter uma conduta apropriada de sacerdotisas e serem mestras. O que aconteceu em Corinto e Éfeso e as qualificações dos homens-presbíteros não anulam o ministério presbiteral delas.
Interessante também é observar que o Ancião não deve ser "apegado ao vinho" e que a Anciã não deve ser "dada a muito vinho".
Interessante também é observar que a palavra "semelhantemente" para as Anciãs nos faz obviamente entender que as características e qualificações anteriores dos Anciãos de Creta também devem ser aplicadas a elas (como também é para as diaconisas em 1ª Timóteo 3:11).
Sim, há base bíblica sólida para a ordenação de mulheres! Entretanto, é mais fácil dar outro significado para "hieroprepeis", desprezar o "didáskalos", chamá-las de "mulheres idosas" e mudar o contexto, do que admitir o que de fato elas eram. Esquecem que não há nenhum texto no Novo Testamento em que esteja escrito: "Não permito que a mulher exerça o ministério de anciã". Ao contrário disso, temos o Ministério das Anciãs em Tito capítulo 2.
Como vimos no original e numa tradução mais próxima dele:
"As presbíteras, semelhantemente, em conduta apropriada a sacerdotisas...mestras do bem...".
Sabemos que a passagem de 1ª Coríntios 14 não é base sólida para proibir a ordenação de mulheres, pois, o texto e o contexto deste capítulo não fala do silêncio total das mulheres, mas, sim, da ordem no culto, as irmãs de Corinto estavam sendo um grande problema na igreja com as suas indevidas interrogações. Vale ressaltar que, no original grego do versículo 34 em "As vossas mulheres estejam CALADAS", a palavra grega para "caladas", na verdade, se refere a quietude, o mais próximo do original seria traduzir "As vossas mulheres estejam QUIETAS". No mesmo original do versículo 34, não está escrito "não lhes é permitido FALAR", como está erroneamente traduzido para o nosso idioma; mas, sim, está escrito "não lhes é permitido ESTAR FALANDO", o que já mostra um sentido diferente, aquilo que o Apóstolo Paulo, de fato, queria dizer. As mulheres deste capítulo 14, são as mesmas que deveriam profetizar no culto com um "véu" na cabeça no capítulo 11. Acaso se profetiza no culto calado? Obviamente, que não.
O texto fundamental usado para ensinar que as mulheres não deveriam servir como anciãs é 1ª Timóteo 2.11-15. Lemos no verso 12: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem” (NVI). Nesta passagem, Paulo proíbe que as mulheres da igreja de Éfeso realizem duas atividades que caracterizam o ministério dos anciãos: ensino e "exercício de autoridade". Dentre outras partes, vemos isso nos trechos referentes às qualificações para a função: Os anciãos devem ter habilidade para ensinar (1 Tm 3.2; 5.17; Tt 1.9; cf. At 20.17-34) e para liderar a igreja (1 Tm 3.4-5; 5.17). Aqui, as crentes efésias são proibidas de compartilhar ensino aos homens e de exercer "autoridade" sobre eles. Então, por isso, ensinasse que todas as mulheres - de forma universal e atemporal - não devem servir como anciãs; o que muito provavelmente deve ter acontecido com as de Éfeso de acordo com o contexto das cartas de 1ª e 2ª Timóteo e Efésios.
Alguns líderes, considerando apenas este texto bíblico e desconsiderando os demais textos sobre o assunto, - principalmente os textos em que mulheres estão compartilhando ensino com homens também - proíbem não apenas a ordenação ou separação de mulheres a qualquer ofício ministerial, mas, também de exercerem qualquer atividade na igreja que envolva compartilhar ensino e pregação, alegando que "a mulher não pode ensinar e exercer autoridade".
Se 1ª Timóteo 2:12 é um mandato universal e atemporal, então deveríamos esperar que em todo o Novo Testamento a nenhuma mulher se tenha permitido ensinar, independente da circunstância. No entanto, quando comparamos texto com texto, percebemos que não foi bem assim. Exemplos:
- As Anciãs de Creta Paulo lhes chama de "mestras’’ (Tito 2:3);
- Também Priscila, a quem Paulo considerava como uma “colaboradora em Cristo” (Rom. 16:3), juntamente com o seu esposo Áquila, ENSINOU o evangelho com mais exatidão a um HOMEM, o Apolo, e este já era grande conhecedor e ensinador das Escrituras (Atos 18:26);
- Para a igreja de Colossos, Paulo ordenou: “ENSINEM e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria” (Col. 3:16), sem fazer distinção de gênero;
- Na igreja de Corinto, Paulo nos relata como era a participação daqueles irmãos e irmãs no culto: "Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem SALMO, tem DOUTRINA..." (1 Coríntios 14:26), e isto sem fazer distinção de gênero;
- Sobre a falsa profetisa Jezabel, que foi repreendida e chamada ao arrependimento pelo próprio Senhor Jesus na carta à igreja de Tiatira, o motivo da sua repreensão não foi por ser mulher e ensinar na igreja, mas, sim, pelo assunto que ensinava e praticava (Apc. 2:20-21);
- A todos os hebreus, Paulo os repreendeu dizendo “a esta altura já deveriam ser mestres” (Heb. 5:12), também sem fazer distinção de gênero.
Se 1ª Timóteo 2:12 é um mandato universal e atemporal, o que significam essas passagens citadas acima?
Se 1ª Timóteo 2:12 é um mandato universal e atemporal pelo fato de que o Apóstolo Paulo se referiu a ordem da criação para tratar do assunto (1ª Tm. 2:13-14), por que então o costume primitivo do uso da coberta na cabeça para as mulheres (alguns creem que era um véu) também não é tratado de forma universal e atemporal? Afinal de contas, o argumento do apóstolo para defender o uso da coberta também foi a ordem da criação (1ª Coríntios 11:3).
Todavia, na igreja de Éfeso tinham muitos falsos-mestres (1ª Tm. 1:3-7), muitas mulheres estavam sendo enganadas e sendo instrumento de engano (1ª Tm. 5:11-15) e insubmissas e usurpadoras da autoridade alheia (1ª Tm. 2:12), portanto, o argumento da ordem da criação foi utilizado como base sólida para desencorajar aquelas mulheres negativamente influenciadas de se envolverem no ensino da igreja e de tentarem usurpar uma autoridade que não lhes pertencia (1ª Tm. 2:14-15), ou seja, havia um pano de fundo por trás do que lemos e entendemos de imediato sem considerar os demais textos sobre o assunto.
Sobre "exercer autoridade", é importante lembrar que a palavra grega para "autoridade" neste verso não é sobre uma autoridade comum atribuída a uma pessoa; a palavra é "authentein", é apenas um verbo (infinitivo, voz ativa e tempo presente), e traz um significado muito mais forte: “usurpar autoridade, instigar ou perpetuar um crime, exercer ativamente influência” (segundo o Dicionário Strong e Andrew C. Perriman, p. 134).
O problema é que esta palavra não aparece em nenhum outro lugar na Bíblia, mesmo na tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta. Isso dificulta ainda mais a tradução. O recurso é investigar os diversos sentidos que o termo assume nos textos clássicos gregos. No Liddell Scott Greek Lexicon, um dos mais respeitados, a palavra "authenteo" traz o significado de “ter pleno poder ou autoridade sobre” ou “cometer assassinato”. No apêndice de Köstenberger, o termo significa “assassino”, “suicídio”, “membro de uma família de homicidas”, “perpetrador”, “autor”, “executor”. Catherine Kroeger (p. 225-243) chegou a defender que o termo "authenteo" estava associado a um tipo de emasculação, ou castração cultual, que ocorria em alguns ritos ascéticos realizados na Ásia Menor. Assim, 67% das vezes em que o termo aparece na literatura clássica, ele traz um significado muito mais sombrio e macabro do que apenas “exercer autoridade” (CHOUNG, p. 3).
É muito importante considerar isto, pois, além de não traduzirem esta palavra com mais clareza para que tenhamos um entendimento correto sobre o verso citado, era esse "domínio usurpador" que estava acontecendo e que o apóstolo queria combater. O versículo não está se referindo a uma autoridade qualquer impedida à mulher, mas a um poder ilegítimo, roubado e usurpado. Paulo está defendendo que a mulher não usurpe o cargo de um homem, não tome sua posição, não o destitua do poder e não conspire contra sua autoridade. E isto não significa dizer que ela não tenha um cargo, uma posição, um poder ou autoridade, mas, sim, que ela não deveria usurpar o que era do homem!
MAS, AFINAL, ONDE HÁ BASE BÍBLICA PARA A ORDENAÇÃO DE MULHERES?
Todavia, em outra igreja, contexto e período de tempo, Paulo fala de ANCIÃS e delega a elas a sua atividade ministerial na igreja. Isto ocorreu na igreja primitiva da ilha de Creta e está descrito em Tito capítulo 2.
Você já leu? Será que eram apenas anciãs-idosas ou anciãs-presbíteras? Vejamos, pois, a diferença das nossas traduções das Escrituras para o que o texto no manuscrito original em grego realmente quer nos dizer:
Tradução comum:
"As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.
Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada." - Tito 2:3-5
Presbítidas (Anciãs) é o feminino bíblico para Presbíteros (Anciãos), o mesmo que Presbíteras, e foram assim chamadas pelo Apóstolo Paulo em Tito 2:2 no transliterado ou Titos 2:3 no original grego:
Πρεσβύτιδας (Presbytidas) ὡσαύτως (hōsaut) ἱεροπρεπεῖς (hieroprepeis) ἐν (e) καταστήματι (katastēmati) μὴ (mē) διαβόλους (diabolous) μηδὲ (mēde) δεδουλωμένας (dedoulōmenas) πολλῷ (pollō) οἴνῳ (oinō) καλοδιδασκάλους (kalodidaskalous)
Neste verso de Tito 2:3, os tradutores dos manuscritos sagrados colocaram "mulheres idosas", mas, no original, é "presbutidas" = presbítidas/anciãs. Eram apenas "mulheres idosas" ou anciãs-presbíteras? Vejamos:
Elas deveriam ser "sérias" ou "reverentes" em "seu viver" (que no original está "katastema" = conduta, procedimento, comportamento).
Porém, essas duas palavras - "sérias e "reverentes" - não são a tradução correta, não expressam a verdade bíblica do texto e do seu contexto. Na verdade, o manuscrito grego original diz que elas devem ser "hieroprepeis". Esta palavra é a junção de "hieros", que é a forma adjetiva de "hiereus", que significa "sacerdote, ministro", e do verbo "prepo" que significa "ser próprio de".
Os reais significados de "hieroprepeis" são:
"Próprio aos sacerdotes",
"Apropriadas ao sacro",
"Apropriadas ao serviço sagrado",
"Como sacerdotisas",
"Idôneas para uma vida religiosa, com a dedicação e consagração de sacerdotisas",
"Oficiar como sacerdotisas"
e outros significados do mesmo gênero e sentido.
Hieroprepeis é a palavra grega usada para descrever a conduta de um sacerdote, um líder espiritual.
Esta versão dos tradutores de "hieroprepeis" está muito distante do sentido básico desta palavra, colocam "sérias" ou "reverentes" - ou outra expressão - como uma alternativa que evite demonstrar o que o texto está realmente querendo dizer: a existência de Presbíteras no Novo Testamento que foram responsáveis pelo ensino e acompanhamento discipulador de outras mulheres em Creta; o que também podemos as identificar hoje como "pastoras de mulheres".
No mesmo verso, elas são chamadas de "Mestras", que, no original, é "didáskalos". "Didáskalos" é "mestres" em grego referente ao ministério de Mestres mesmo, como também diz no original de Efésios 4:11, 1a Coríntios 12:28, Romanos 12:7 e outros textos que falam de dons e funções ministeriais, ou seja, o texto está falando de mulheres líderes! Ser Mestre é ensinar com autoridade; o Ministério de Mestre não é qualquer coisa na igreja:
"Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos o dom de realizar milagres?" - 1 Coríntios 12:28-29
As mulheres em Éfeso não podiam "ensinar e exercer 'autoridade' sobre os homens". Já em Creta, as Anciãs deveriam exercer ensino e autoridade ministerial sobre outras mulheres, eram as pastoras diretas das mesmas, assim podemos afirmar.
Quando se analisa uma passagem bíblica de modo aprofundado, ou seja, se faz a exegese dessa passagem, inicia-se por estudar suas origens nos manuscritos mais antigos, bem como verificar qual é sua redação original e o seu contexto. A tradução feita deste verso tem transmitido uma mensagem errônea na igreja há muito tempo, portanto, merece uma análise aprofundada, exegética. Assim, traduzirei o verso de Tito 2:3 de forma mais literal, a partir do próprio texto grego. Dessa forma, temos a seguinte tradução:
"A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.
É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher, e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão.
Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto.
É preciso, porém, que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela. [...]
Os presbíteros sejam sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança.
As presbítidas, semelhantemente, tenham conduta apropriada a sacerdotisas , não sejam caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres jovens a amarem aos seus maridos e filhos, a serem moderadas, castas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Da mesma maneira, encoraje os jovens a serem prudentes.
Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se lhe opõem fiquem envergonhados por não terem nada de mal para dizer a nosso respeito."
- Tito 1:5-9 e 2:2-7
Poderíamos traduzir também: "As presbíteras, semelhantemente, em conduta apropriada a sacerdotisas..."
Apenas ao traduzir o verso mais literalmente (mais aproximadamente ao original), já se percebe outra nuance contextual. Antes, entendíamos da forma que querem nos induzir a entender: que são apenas orientações para as faixas etárias (idosos e idosas, moços e moças), como é em 1ª Timóteo 5:1-2. Porém, as palavras "hieroprepeis" e "didáskalos" fazem toda a diferença na verdadeira compreensão deste verso. Não podem ser desprezadas juntamente com os seus reais significados e aquilo que eles trazem só por que se referem a mulheres, pois, se fosse a homens, com certeza seriam aplicadas e traduzidas corretamente.
Percebemos que o Apóstolo Paulo não está dizendo que as "idosas" devem ser "sérias" e "intervir no casamento alheio das jovens", mas, sim, exorta que as Presbítidas tenham uma conduta adequada de sacerdotisas e exerçam o ministério de mestras, ensinando as moças casadas, para que a palavra de Deus não seja difamada pelo mau exemplo delas. Afinal, toda a população de Creta era conhecida por ter um proceder de vida bastante imoral (Tito 1:12-13) e, de acordo com os historiadores, as cretenses casavam-se muito cedo, com mais ou menos 16 anos, e todo esse contexto era um risco para o bom testemunho do Evangelho naquela ilha.
Quando Paulo, Pedro ou outro escritor do Novo Testamento queria ensinar às mulheres casadas das igrejas, eles mesmos faziam isso em suas cartas.
Em Creta, houve a necessidade de estabelecer mulher liderando mulher, não "mulheres idosas", mas, presbíteras-mestras que deveriam liderar e ensinar as moças casadas da igreja, enquanto a liderança masculina (Tito) deveria ensinar os moços da mesma maneira, de acordo com a continuação do texto e o seu contexto.
Historicamente falando, houve Presbítidas até o Concílio de Laodiceia ocorrido em 364 d.C., quando ali foi proibida a ordenação das mesmas; um dos argumentos que usaram contra elas era de que "presbítida" não era a mesma coisa que "presbítera" (ou seja, mulher sacerdote), era um título inferior. Todavia, os documentos históricos referem-se à "presbíteras" e "presbítidas" como sendo o mesmo grupo de mulheres, e, acima disto, graças a Deus que a Sagrada Escritura nos diz a verdade ao chamá-las de "hieroprepeis". Se não fossem a mesma coisa, por quê proibiram a ordenação delas no Concílio? É o mesmo que dizer que "bispo" e "presbítero" não são a mesma coisa no Novo Testamento!
Na época, também eram chamadas de presidentas:
Cânon 11: "Presbítidas, como são chamadas, ou presidentas, não devem ser consagradas na igreja.”
Ou seja, era algo que elas já vinham exercendo, os documentos sobre a história da Igreja comprovam a existência de mulheres cristãs em diversas funções ministeriais, além dos textos bíblicos, que são os principais e essenciais. Porém, sendo o foco deste artigo o ministério das anciãs, o mesmo é também comprovado tanto nas Escrituras Sagradas quanto nos documentos históricos.
Para concluir, não negamos que houve orientações, repreensões e limitações estabelecidas pelo Apóstolo Paulo para algumas crentes de Corinto e Éfeso devido a desordem que havia nos cultos e a insubmissão a autoridade masculina por parte delas.
Não negamos que, quando o Apóstolo Paulo diz que o ancião (presbítero) deve ser "marido de uma só mulher", ele está pensando em homens candidatos ao presbiterato.
Todavia, também não negamos que o mesmo Apóstolo Paulo falou da existência das Anciãs de Creta, que deveriam ter uma conduta apropriada de sacerdotisas e serem mestras. O que aconteceu em Corinto e Éfeso e as qualificações dos homens-presbíteros não anulam o ministério presbiteral delas.
Interessante também é observar que o Ancião não deve ser "apegado ao vinho" e que a Anciã não deve ser "dada a muito vinho".
Interessante também é observar que a palavra "semelhantemente" para as Anciãs nos faz obviamente entender que as características e qualificações anteriores dos Anciãos de Creta também devem ser aplicadas a elas (como também é para as diaconisas em 1ª Timóteo 3:11).
Sim, há base bíblica sólida para a ordenação de mulheres! Entretanto, é mais fácil dar outro significado para "hieroprepeis", desprezar o "didáskalos", chamá-las de "mulheres idosas" e mudar o contexto, do que admitir o que de fato elas eram. Esquecem que não há nenhum texto no Novo Testamento em que esteja escrito: "Não permito que a mulher exerça o ministério de anciã". Ao contrário disso, temos o Ministério das Anciãs em Tito capítulo 2.
Como vimos no original e numa tradução mais próxima dele:
"As presbíteras, semelhantemente, em conduta apropriada a sacerdotisas...mestras do bem...".
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